Presidente Alves - A votação de requerimento solicitando informações à Prefeitura de Presidente Alves sobre a contratação da técnica em enfermagem Ana Paula dos Santos, irmã do vereador Cristiano dos Santos (DEM), por meio de licitação, terminou em bate-boca e agressão na sessão de anteontem do Legislativo.
Inconformado com as declarações em plenário do autor do documento, vereador Waldir Luiz Lamberti (o Bady, do PTB), o demista atirou uma garrafa de água contra ele, alegando ter sido provocado. Após a confusão, os dois parlamentares registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil.
No requerimento, Bady pede que a prefeita Sandra Regina Sclauzer de Andrade (PT) envie à Câmara cópia do contrato de licitação que resultou na contratação de funcionários da Santa Casa para trabalhar no Posto de Saúde Municipal, o que inclui a irmã do vereador demista, alegando que a medida representa “ato de improbidade administrativa, além de outros ilícitos”.
Segundo o petebista, o colega de oposição tentou interrompê-lo enquanto ele usava a tribuna para falar sobre o teor do requerimento e ele acabou pedindo para que Cristiano calasse a boca. “Ele não podia me interpelar e nem interromper minha palavra, somente o presidente da Câmara”, declara. “O vereador é imune na palavra, opinião e voto”.
Irritado com a forma como Bady dirigiu-se a ele, Cristiano acabou se descontrolando e atirando uma garrafa de água que estava sobre a mesa contra o parlamentar. Em seguida, os demais vereadores tiveram que intervir para que a situação não adquirisse contornos mais graves. “Isso é falta de decoro”, afirma Bady. “O que ele fez, segundo o boletim de ocorrência, é agressão.”
Providências
De acordo com Bady, seus advogados estão estudando as providências a serem adotadas. O fato foi registrado por ele na Delegacia de Pirajuí como agressão e injúria. O vereador afirma que vai aguardar providências por parte da presidência da Casa e não descarta solicitar o afastamento do colega, além de entrar com ação na Justiça por danos morais. “A Câmara tem que dar uma resposta à sociedade”, afirma.
O vereador Cristiano dos Santos admite que perdeu a cabeça durante a sessão, mas alega que foi provocado por Bady. “O vereador me ofendeu várias vezes mandando eu calar a boca. Eu nem estava conversando com ele, estava conversando com o presidente”, explica. “Eu fiquei nervoso e joguei a garrafa no chão. Eu não joguei para acertar nele, nem acertou nele. Se teve a falta de decoro, teve por parte dos dois.”
O parlamentar ressalta que não tomou a atitude por conta do requerimento que citava o nome de sua irmã e diz que votou a favor do documento. “Em relação ao requerimento, é um direito dele como vereador fiscalizar”, afirma.
“A prefeita fez um contrato com todos os enfermeiros que trabalhavam na Santa Casa. Ela aproveitou todos os enfermeiros em medida de urgência para poder tocar o posto vinte e quatro horas porque o posto era tocado das sete da manhã às cinco da tarde até então.”
Segundo o demista, em razão das agressões verbais que ele alega ter sofrido por parte do vereador Bady, foi registrado boletim de ocorrência na delegacia da cidade por injúria. O caso será apurado pela Polícia Civil.
Prefeita alega ‘ampliação de atendimento’
Por meio da assessoria de imprensa, a prefeita de Presidente Alves, Sandra Regina Sclauzer de Andrade (PT), explicou que abriu licitação para contratação dos funcionários da Santa Casa da cidade com o objetivo de ampliar o horário de atendimento à população.
Segundo o Executivo, a Santa Casa atendia em sistema de Pronto Atendimento, enquanto o posto de saúde funcionava das 7h às 17h, realizando apenas atendimento ambulatorial.
Com a reprovação das contas de 2000 da Santa Casa pelo Tribunal de Contas, o provedor da entidade na época, Rodolfo Pfeifer, foi condenado a devolver aos cofres públicos o valor de R$ 18 mil e a prefeitura foi impedida de repassar novas subvenções ao hospital até que a dívida fosse sanada.
“Como o ex-provedor não devolveu o dinheiro até hoje, o provedor que assumiu, José Carlos Gomes, foi obrigado a encerrar as atividades”, conta. “A prefeitura, para não deixar a população sem pronto atendimento, contratou, em caráter emergencial, quatro técnicos de enfermagem que atuavam na Santa Casa.”
O contrato para que os funcionários passassem a trabalhar no posto de saúde municipal foi assinado com Ana Paula dos Santos, irmã do vereador Cristiano, Aline Sanches Bozzo, Maria José Cavagini e Sérgio Cavagini no dia 1 de outubro e renovado por mais três meses em 1 de janeiro deste ano, com duração até 1 de abril.
“A unidade de saúde passou a atender 24 horas por dia. A prefeitura agiu em favor da população, que não pode ficar sem atendimento no setor da Saúde. Os trabalhos que eram realizados no posto continuam normalmente (papanicolau, imunização, etc). Foi acrescentado o Pronto Atendimento e expandido o horário de atendimento”, informou a prefeitura.
O município alega que não realizou concurso público para a contratação dos funcionários porque a Câmara rejeitou, em sessão realizada no dia 17 de fevereiro, projeto de lei que previa a criação de cargos de técnicos de enfermagem para suprir as vagas dos que haviam sido contratados em caráter emergencial.
“Os vereadores de oposição alegaram que os cargos já estariam destinados a determinadas pessoas, o que é mentira, visto que a seleção seria feita através de concurso público, não sendo possível prever os primeiros classificados”, rebate. O Executivo nega a ocorrência de suposto nepotismo em relação à contratação da irmã do vereador Cristiano sem concurso público, e alega que a técnica de enfermagem trabalhou na Santa Casa por oito anos, antes do demista eleger-se vereador. “Não há nepotismo cruzado”, diz. A prefeitura anuncia que, assim que receber o requerimento de autoria do vereador Bady, irá se pronunciar a respeito do envio dos documentos à Câmara.
Fonte
Lilian Grasiela
www.jcnet.com.br
Inconformado com as declarações em plenário do autor do documento, vereador Waldir Luiz Lamberti (o Bady, do PTB), o demista atirou uma garrafa de água contra ele, alegando ter sido provocado. Após a confusão, os dois parlamentares registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil.
No requerimento, Bady pede que a prefeita Sandra Regina Sclauzer de Andrade (PT) envie à Câmara cópia do contrato de licitação que resultou na contratação de funcionários da Santa Casa para trabalhar no Posto de Saúde Municipal, o que inclui a irmã do vereador demista, alegando que a medida representa “ato de improbidade administrativa, além de outros ilícitos”.
Segundo o petebista, o colega de oposição tentou interrompê-lo enquanto ele usava a tribuna para falar sobre o teor do requerimento e ele acabou pedindo para que Cristiano calasse a boca. “Ele não podia me interpelar e nem interromper minha palavra, somente o presidente da Câmara”, declara. “O vereador é imune na palavra, opinião e voto”.
Irritado com a forma como Bady dirigiu-se a ele, Cristiano acabou se descontrolando e atirando uma garrafa de água que estava sobre a mesa contra o parlamentar. Em seguida, os demais vereadores tiveram que intervir para que a situação não adquirisse contornos mais graves. “Isso é falta de decoro”, afirma Bady. “O que ele fez, segundo o boletim de ocorrência, é agressão.”
Providências
De acordo com Bady, seus advogados estão estudando as providências a serem adotadas. O fato foi registrado por ele na Delegacia de Pirajuí como agressão e injúria. O vereador afirma que vai aguardar providências por parte da presidência da Casa e não descarta solicitar o afastamento do colega, além de entrar com ação na Justiça por danos morais. “A Câmara tem que dar uma resposta à sociedade”, afirma.
O vereador Cristiano dos Santos admite que perdeu a cabeça durante a sessão, mas alega que foi provocado por Bady. “O vereador me ofendeu várias vezes mandando eu calar a boca. Eu nem estava conversando com ele, estava conversando com o presidente”, explica. “Eu fiquei nervoso e joguei a garrafa no chão. Eu não joguei para acertar nele, nem acertou nele. Se teve a falta de decoro, teve por parte dos dois.”
O parlamentar ressalta que não tomou a atitude por conta do requerimento que citava o nome de sua irmã e diz que votou a favor do documento. “Em relação ao requerimento, é um direito dele como vereador fiscalizar”, afirma.
“A prefeita fez um contrato com todos os enfermeiros que trabalhavam na Santa Casa. Ela aproveitou todos os enfermeiros em medida de urgência para poder tocar o posto vinte e quatro horas porque o posto era tocado das sete da manhã às cinco da tarde até então.”
Segundo o demista, em razão das agressões verbais que ele alega ter sofrido por parte do vereador Bady, foi registrado boletim de ocorrência na delegacia da cidade por injúria. O caso será apurado pela Polícia Civil.
Prefeita alega ‘ampliação de atendimento’
Por meio da assessoria de imprensa, a prefeita de Presidente Alves, Sandra Regina Sclauzer de Andrade (PT), explicou que abriu licitação para contratação dos funcionários da Santa Casa da cidade com o objetivo de ampliar o horário de atendimento à população.
Segundo o Executivo, a Santa Casa atendia em sistema de Pronto Atendimento, enquanto o posto de saúde funcionava das 7h às 17h, realizando apenas atendimento ambulatorial.
Com a reprovação das contas de 2000 da Santa Casa pelo Tribunal de Contas, o provedor da entidade na época, Rodolfo Pfeifer, foi condenado a devolver aos cofres públicos o valor de R$ 18 mil e a prefeitura foi impedida de repassar novas subvenções ao hospital até que a dívida fosse sanada.
“Como o ex-provedor não devolveu o dinheiro até hoje, o provedor que assumiu, José Carlos Gomes, foi obrigado a encerrar as atividades”, conta. “A prefeitura, para não deixar a população sem pronto atendimento, contratou, em caráter emergencial, quatro técnicos de enfermagem que atuavam na Santa Casa.”
O contrato para que os funcionários passassem a trabalhar no posto de saúde municipal foi assinado com Ana Paula dos Santos, irmã do vereador Cristiano, Aline Sanches Bozzo, Maria José Cavagini e Sérgio Cavagini no dia 1 de outubro e renovado por mais três meses em 1 de janeiro deste ano, com duração até 1 de abril.
“A unidade de saúde passou a atender 24 horas por dia. A prefeitura agiu em favor da população, que não pode ficar sem atendimento no setor da Saúde. Os trabalhos que eram realizados no posto continuam normalmente (papanicolau, imunização, etc). Foi acrescentado o Pronto Atendimento e expandido o horário de atendimento”, informou a prefeitura.
O município alega que não realizou concurso público para a contratação dos funcionários porque a Câmara rejeitou, em sessão realizada no dia 17 de fevereiro, projeto de lei que previa a criação de cargos de técnicos de enfermagem para suprir as vagas dos que haviam sido contratados em caráter emergencial.
“Os vereadores de oposição alegaram que os cargos já estariam destinados a determinadas pessoas, o que é mentira, visto que a seleção seria feita através de concurso público, não sendo possível prever os primeiros classificados”, rebate. O Executivo nega a ocorrência de suposto nepotismo em relação à contratação da irmã do vereador Cristiano sem concurso público, e alega que a técnica de enfermagem trabalhou na Santa Casa por oito anos, antes do demista eleger-se vereador. “Não há nepotismo cruzado”, diz. A prefeitura anuncia que, assim que receber o requerimento de autoria do vereador Bady, irá se pronunciar a respeito do envio dos documentos à Câmara.
Fonte
Lilian Grasiela
www.jcnet.com.br


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+ comentários + 1 comentários
vereador bady esta certo em fiscalizar e por isso que ele é o melhor vereador de presidente alves em todos aspectos, ele revolucionou a cidade e fez a prefeita ficar atenta com sua administração .
parabens bady eu e minha familia somos total de 37 votos vamos junto nesta luta hoje,sempre e amanha com vc não votomas para vc mas hoje vc é voto certo em nossa familia lamento em não deixar nome por motivos de represalia porque sou funcionario da prefeitura
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