Após reunião na última terça-feira para discutir a venda da Destilaria Guaricanga, localizada em Presidente Alves (56 quilômetros de Bauru), para o Grupo Negrelli, de São Paulo, o Comitê de Credores, que tem a função de fiscalizar o processo de recuperação judicial da usina, enviou documento ao juízo da 2ª Vara da Comarca de Pirajuí solicitando informações detalhadas a respeito da negociação.
Conforme divulgado pelo Jornal da Cidade na última sexta-feira, a destilaria, pertencente à família do ex-deputado federal João Hermann, foi vendida para o Grupo Negrelli, que atua no setor de transporte de cargas e postos de combustíveis. O novo comprador informou que irá reformar a empresa, contratar cerca de 800 funcionários, honrar os acordos firmados e produzir algo em torno de 55 milhões de litros de álcool ainda nesta safra.
O Comitê de Credores quer que a Justiça informe os nomes dos controladores do grupo Negrelli, apresente documentos que comprovem a idoneidade e capacidade econômica e revele o valor da transação e dos investimentos que serão feitos na usina, inclusive com a apresentação do cronograma detalhado dos investimentos.
Além disso, o comitê pede informações sobre eventuais participações societárias ou administrativas da família Hermann e da Destilaria Libra, localizada em São José do Rio Claro, no Mato Grosso, na nova empresa. Tal suspeita deve-se ao fato do novo gerente agrícola da usina, o executivo Stefano Parini, ter atuado da recuperação da Libra, que tem capacidade para moer 1,2 milhão de toneladas de cana-de-açúcar.
O último questionamento do comitê diz respeito à existência de vínculos entre a Flórida Distribuidora de Combustíveis, um dos credores da Guaricanga, e o Grupo Negrelli. Segundo o documento, o crédito apresentado pela distribuidora teria sido questionado pelos sócios da destilaria conforme manifestação do administrador judicial nos autos do plano de recuperação.
O advogado Euclides Ribeiro da Silva Junior, da ERS Consultoria, responsável pela reestruturação da usina, diz que o Grupo Negrelli pertence aos irmãos e sócios Emerson e Osvaldo Negrelli. Ao fechar o negócio, o comprador teria se comprometido a aplicar, de acordo com ele, o valor de R$ 18 milhões na indústria – investimentos que já teriam começado -, além de assumir um passivo de R$ 110 milhões em tributos e R$ 65 milhões junto a credores e fornecedores.
Segundo o advogado, a família Hermann não mantém mais vínculos com a administração da destilaria. “Não fazem mais parte do quadro societário e não fazem mais parte da administração da empresa”, ressalta. “Há somente um contato para a transição da empresa, mas nenhum dos sócios da família Hermann mantém nenhuma cota de nenhuma das empresas do grupo”.
Ele também garante que a Destilaria Libra, que já enfrentou processo de recuperação, não participou das negociações e não faz parte do quadro societário da usina. “Na parte administrativa, eles foram contratados para fazer o “turnaround” (remodelação) da empresa”, explica.
“Esses executivos que têm a “expertise”, a especialidade em reestruturar empresas, foram contratados para prestar uma assessoria na administração da empresa, mas não são sócios, não adquiriram as cotas e não fazem parte do capital que foi integralmente assumido pelo Grupo Negrelli”.
O advogado também nega a existência de qualquer relação entre a Flórida Distribuidora de Combustíveis e o grupo comprador da Guaricanga. “A Flórida é um credor como qualquer outro e irá receber de acordo com a previsão do Plano de Recuperação amplamente negociado na assembleia. Não há privilégio algum”, declara.
“Faço ainda questão de frisar que acho muito prudente o questionamento feito em Juízo e todos os dados, se ainda não foram disponibilizados, serão disponibilizados para o Juízo e para o administrador judicial à medida em que for pedido. Não há nada a esconder e muito menos razões para sonegar informações aos credores”.
Comitê de Credores
O Comitê de Credores foi constituído durante a Assembleia dos Credores da Usina Guaricanga realizada em 16 de dezembro de 2010. De acordo com o advogado Marcos Alves de Souza, que assessora um dos membros do Comitê de Credores, a Lei 11.101/05 estipula diversas obrigações ao comitê, dentre as quais apurar e emitir parecer sobre quaisquer reclamações dos interessados; fiscalizar a administração das atividades do devedor e fiscalizar a execução do plano de recuperação judicial.
O órgão também tem a função de submeter à autorização do juiz, quando ocorrer o afastamento do devedor nas hipóteses previstas nesta lei, a alienação de bens do ativo permanente, a constituição de ônus reais e outras garantias, bem como atos de endividamento necessários à continuação da atividade empresarial durante o período que antecede a aprovação do plano de recuperação judicial
Fonte: Lilian Grasiela - www.jcnet.com.br
Conforme divulgado pelo Jornal da Cidade na última sexta-feira, a destilaria, pertencente à família do ex-deputado federal João Hermann, foi vendida para o Grupo Negrelli, que atua no setor de transporte de cargas e postos de combustíveis. O novo comprador informou que irá reformar a empresa, contratar cerca de 800 funcionários, honrar os acordos firmados e produzir algo em torno de 55 milhões de litros de álcool ainda nesta safra.
O Comitê de Credores quer que a Justiça informe os nomes dos controladores do grupo Negrelli, apresente documentos que comprovem a idoneidade e capacidade econômica e revele o valor da transação e dos investimentos que serão feitos na usina, inclusive com a apresentação do cronograma detalhado dos investimentos.
Além disso, o comitê pede informações sobre eventuais participações societárias ou administrativas da família Hermann e da Destilaria Libra, localizada em São José do Rio Claro, no Mato Grosso, na nova empresa. Tal suspeita deve-se ao fato do novo gerente agrícola da usina, o executivo Stefano Parini, ter atuado da recuperação da Libra, que tem capacidade para moer 1,2 milhão de toneladas de cana-de-açúcar.
O último questionamento do comitê diz respeito à existência de vínculos entre a Flórida Distribuidora de Combustíveis, um dos credores da Guaricanga, e o Grupo Negrelli. Segundo o documento, o crédito apresentado pela distribuidora teria sido questionado pelos sócios da destilaria conforme manifestação do administrador judicial nos autos do plano de recuperação.
O advogado Euclides Ribeiro da Silva Junior, da ERS Consultoria, responsável pela reestruturação da usina, diz que o Grupo Negrelli pertence aos irmãos e sócios Emerson e Osvaldo Negrelli. Ao fechar o negócio, o comprador teria se comprometido a aplicar, de acordo com ele, o valor de R$ 18 milhões na indústria – investimentos que já teriam começado -, além de assumir um passivo de R$ 110 milhões em tributos e R$ 65 milhões junto a credores e fornecedores.
Segundo o advogado, a família Hermann não mantém mais vínculos com a administração da destilaria. “Não fazem mais parte do quadro societário e não fazem mais parte da administração da empresa”, ressalta. “Há somente um contato para a transição da empresa, mas nenhum dos sócios da família Hermann mantém nenhuma cota de nenhuma das empresas do grupo”.
Ele também garante que a Destilaria Libra, que já enfrentou processo de recuperação, não participou das negociações e não faz parte do quadro societário da usina. “Na parte administrativa, eles foram contratados para fazer o “turnaround” (remodelação) da empresa”, explica.
“Esses executivos que têm a “expertise”, a especialidade em reestruturar empresas, foram contratados para prestar uma assessoria na administração da empresa, mas não são sócios, não adquiriram as cotas e não fazem parte do capital que foi integralmente assumido pelo Grupo Negrelli”.
O advogado também nega a existência de qualquer relação entre a Flórida Distribuidora de Combustíveis e o grupo comprador da Guaricanga. “A Flórida é um credor como qualquer outro e irá receber de acordo com a previsão do Plano de Recuperação amplamente negociado na assembleia. Não há privilégio algum”, declara.
“Faço ainda questão de frisar que acho muito prudente o questionamento feito em Juízo e todos os dados, se ainda não foram disponibilizados, serão disponibilizados para o Juízo e para o administrador judicial à medida em que for pedido. Não há nada a esconder e muito menos razões para sonegar informações aos credores”.
Comitê de Credores
O Comitê de Credores foi constituído durante a Assembleia dos Credores da Usina Guaricanga realizada em 16 de dezembro de 2010. De acordo com o advogado Marcos Alves de Souza, que assessora um dos membros do Comitê de Credores, a Lei 11.101/05 estipula diversas obrigações ao comitê, dentre as quais apurar e emitir parecer sobre quaisquer reclamações dos interessados; fiscalizar a administração das atividades do devedor e fiscalizar a execução do plano de recuperação judicial.
O órgão também tem a função de submeter à autorização do juiz, quando ocorrer o afastamento do devedor nas hipóteses previstas nesta lei, a alienação de bens do ativo permanente, a constituição de ônus reais e outras garantias, bem como atos de endividamento necessários à continuação da atividade empresarial durante o período que antecede a aprovação do plano de recuperação judicial
Fonte: Lilian Grasiela - www.jcnet.com.br



.jpg)







+ comentários + 25 comentários
estes caras nao tem jeito
testando
teste comentario
teste mozila
teste mozila 02
teste comentário 01
teste comentário 02
teste chrome mac
teste mozila mac
teste opera mac
teste safari mac
yesye chrome pc
teste chrome mac
teste chrome mac
teste chrome mac
teste chrome pc
teste explorer pc
teste nome explorer pc
teste opera pc
teste mozila pc
teste 31-10
quero saber com faz para fazer um comentário neste blog
Parabéns, sou da cidade de Pirajuí e venho parabenizar os organizadores, a mobilização é de suma importância, que toda a sociedade de Arealva participe desta caminhada, todos unidos em prol a prevenção e manutenção da vida.
testando ie 8
teste
Postar um comentário
Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e as consequências derivadas deles podem ser passíveis de sanções legais. O usuário que incluir comentário que viole a ética e os padrões de civilidade será eliminado e inabilitado.... !